Cinco a dez minutos por dia para vender mais. Episódio novo de segunda a sexta às 7h da manhã. No ar desde 2009, este é o Podcast de Vendas mais tradicional do Brasil.
Aqui não tem motivação descartável nem frase pronta de palco. Cada episódio enfrenta uma situação real: o cliente que some depois da proposta, a equipe que perde fôlego no meio do mês, a objeção de preço que trava o pipeline, o gestor pressionado por meta. Direto ao ponto.
Diego Maia conduz o programa desde o primeiro episódio. Palestrante de vendas mais contratado do Brasil, autor de 8 livros, fundador e CEO da CDPV Companhia de Palestras. Antes de tudo, vendedor.
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Podcast de Vendas do Diego Maia: porque onde tem venda, tem vida.
A loja física não está morrendo. O jeito de vender é que mudou | Podcast do Diego Maia
•Diego Maia•Season 17•Episode 157
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A loja física não está morrendo. O que está ficando para trás é o modelo tradicional de loja que não oferece nada além do que o cliente já consegue encontrar na internet.
Neste episódio, Diego Maia mostra por que investir milhões em arquitetura, tecnologia e cenários “instagramáveis” não resolve o problema quando a equipe de vendas continua usando abordagens de 30 anos atrás. Se o vendedor apenas apresenta características, preços e informações que o cliente encontra em poucos cliques, a internet sempre terá vantagem.
O verdadeiro diferencial da loja física está naquilo que uma tela não consegue entregar: escuta, interpretação, relacionamento, experiência e atendimento especializado. Uma reflexão direta sobre o futuro do varejo e sobre como a tecnologia deve ser usada não para substituir a interação humana, mas para potencializá-la.
Quem é Diego Maia? Diego Maia é palestrante de vendas e uma das principais referências em vendas do Brasil. Autor de oito livros sobre vendas, entre eles 7 Princípios da Venda, é fundador da CDPV Companhia de Palestras, agência de palestrantes especializada em eventos corporativos, e do Grupo CDPV. Desde 2003, é presença constante em convenções de vendas com foco no desenvolvimento de equipes, treinamento de vendas e alta performance comercial — somando mais de 1.800 palestras realizadas e 500 mil profissionais treinados no Brasil e no exterior. Apresenta o Podcast de Vendas do Diego Maia, publicado diariamente desde 2009, sempre às 7h, com mais de 2.000 episódios. É editor do portal Vendedor Profissional e, desde 2011, lidera o movimento #SouDeVendasComOrgulho, pela valorização e profissionalização de quem vive de vendas no Brasil. Seu lema resume sua filosofia: “Onde tem venda, tem vida”.
Agora com você, Diego Maia. Olha minha gente, a loja física não tá morrendo. A loja chata é que está. E vou além, tem empresa gastando milhões para construir a loja do futuro e colocando lá dentro o vendedor, a equipe do passado. E é esse o problema, porque pensa comigo, se eu posso comprar pelo telefone, comparar preço, ler avaliações, parcelar, receber em casa e fazer tudo sentado no meu sofá, por que eu vou sair do conforto da minha casa para entrar na sua loja? Essa é a pergunta que todo mundo que trabalha no varejo deveria responder. Ah, porque aqui eu tenho o melhor produto é uma frase balela, que não serve mais. A internet também tem. Ah, porque meu preço é bom. A internet compara milhares de preços em segundos. Você sabe disso. Ah, porque aqui o cliente pode ver pessoalmente tocar no produto. Tá, mas isso sozinho também não sustenta uma experiência. A loja física, gente, precisa me dar uma razão para estar lá. E é aqui que muita empresa está confundindo as bolas. Experiência virou um cafezinho, virou um sofá bonito, virou o cheiro da loja, virou um espaço instagramável, virou arquitetura, tudo isso é ótimo. Mas eu preciso te provocar aqui no meu podcast. Não adianta colocar alma na loja e manter um vendedor, manter uma equipe sem alma. Você entra numa loja que custou milhões, meses de reforma, tem uma iluminação impecável, uma música muito bem colocada, tecnologia, café especial. E aí vem o vendedor com aquele Posso ajudar? O cliente responde, No, só estou dando uma olhadinha. E o vendedor dá a réplica. Qualquer coisa, eu tô por aqui. Acabou. Zé Fini. Todo aquele investimento para criar uma experiência extraordinária termina numa abordagem que existe há 30 anos pelo menos. Esse vendedor não aumentou a percepção de valor, não descobriu nada do cliente, não despertou nenhuma emoção, não acrescentou absolutamente nadinha de nada a jornada daquele consumidor. E aqui está a questão, minha gente. Se o vendedor não acrescenta nada, ele também começa a competir com a internet. E tu quer saber? Vai perder. Porque a internet mostra preço, a internet também mostra ficha técnica, disponibilidade, o estoque daquele produto, mostra a avaliação dos outros compradores. Agora, um bom vendedor consegue fazer algo diferente, ou pelo menos deveria fazer algo diferente. Ele interpreta, ele pergunta, ele escuta, ele percebe o contexto do cliente e aí ele recomenda. Ele consegue transformar uma característica que não significa nada para mim em um benefício que pode resolver o meu problema. Isso é que é vender valor. E aí eu chego numa matéria publicada pela Folha de São Paulo que me chamou a atenção. Ela mostra justamente o movimento de lojas físicas investindo em experiência para enfrentar a concorrência do online. Publiquei a íntegra dessa reportagem, os melhores trechos dessa reportagem lá no meu blog, no dieagomaia.com.br e venha conferir. Café, espaços de conveniência, essas lojas estão criando tudo isso, ambientes instagramáveis, atendimento especializado, arquitetura, tudo pensado para aumentar o tempo de permanência do cliente na loja. Pegou a visão? Muita gente ainda trabalha com o foco do cliente que vem, compra, vai embora rapidinho para entrar outro. Aqui o lance é retenção do cliente na loja. Nessa reportagem da Folha tem um dado que eu considero particularmente interessante. A matéria conta que a Centauro, a loja Centauro, reformulou algumas das suas unidades trabalhando produto, ambiente, serviço e principalmente treinamento das equipes. Segundo a empresa, o ticket médio dessas lojas mais do que dobrou. Percebeu? A resposta ao digital não foi simplesmente baixar o preço. A resposta foi vamos aumentar o valor percebido. Essa diferença é gigantesca, minha gente. Porque eu não acredito que a loja física deva tentar derrotar a internet no jogo da internet. Tu quer competir em quantidade de produtos? É complicado. Quer competir com comparação instantânea de preços? É complicado também. Quer competir em comprar deitado in cama às 11 da noite? Boa sorte, você não vai conseguir. But existe um jogo in which a loja física would be extraordinarian, which is a presença, the experimentation, the relation, a descoberta, a conversation, a surpresa. And a palavra most special that in times of intelligence artificial issues. Gente. Talvez the future of varejo físico seja justamente ficar mais ser humano, mais gente, and not menos. Claro que con tecnologia, com IA, com dados, mas usando tudo isso para potencializar aquilo que justifica o cliente sair de casa e entrar em uma loja física. E tem uma pergunta que eu faria hoje para qualquer empresário do varejo, qualquer gerente do varejo, alô gerente que está me ouvindo aqui no podcast, eu perguntaria assim. Quando o seu cliente sai da sua loja, ele pensa assim, ainda bem que eu vim até aqui. Porque se ele poderia ter vivido exatamente a mesma coisa pela tela do telefone, pelo computador, você tem um problema, minha gente. O digital já ganhou a batalha da conveniência. Não adianta a gente brigar contra isso. A loja física precisa ganhar a batalha da experiência. E o vendedor precisa transformar essa experiência em valor. Loja bonita, bonitinha, fofa, não vende sozinho. Tecnologia não vende sozinho. Café bom, não vende sozinho. Experiência sem gente preparada pode virar apenas um cenário. Então, não. Na minha opinião, minha gente, a loja física não está morrendo. A loja chata é que já morreu e muita gente ainda não percebeu. Ah, e principalmente, está ficando sem espaço aquele vendedor, aquele atendente, aquele balconista, aquele profissional do comércio que não consegue entregar ao cliente nada além daquilo que ele já encontraria numa tela. Onde tem venda tem vida. Eu sou Diego Maia e sou de vendas com orgulho. Você ouviu Diego Maia?